quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

cruz e ponte!!!

Se penso em cruz imediatamente vem no pensamento a imagem de uma cruz (são arquétipos comuns a todos (Jung)?), mas quando penso numa ponte, a imagem que me vem pode também ser uma cruz! vai depender do que essa ponte significa ou significou naquele instante em que pensei na ponte. Enfim.
Hoje quando pensei numa ponte a imagem, a sensação que me veio foi a mesma que temos quando nos referimos a palavra cruz. Para alguns a libertação, cheia de leveza, de esperanças, para outros a prisão com todo o peso, culpa...vazio. A ponte que pensei tinha esses dois pesos: libertação e prisão.
A minha ponte (pensada) não era de concreto, ferro, madeira.... era uma saída, uma esperança....era o desejo "insignificado" e cheio de significados. Era a ponte que meus pés pisariam sem medo, por saber que ao final, não era o abismo que encontraria e, sim, a relva fresca de uma manhã orvalhada. Mas logo depois veio-me ao pensamento que esta ponte poderia me levar pra longe! que poderia levar-me para silêncios impenetráveis, mistérios que para mim não são mistérios e sim segredos - os meus segredos - alguns carregados de culpas! como a cruz cristã, tão cheia de significados, minha ponte também.
Que doideira!!!
Tenho que botar os pés logo nessa ponte e ver nela e aceitar nela, todos os significados... mas tenho que atravessá-la!

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

sem luz!!! e o céu brilhando de estrelas e lua crescendo

Cheguei em casa e tava tudo escuro... a luz tinha acabado e me lembrei de quando era criança e tinha medo de escuro. Acho que toda criança tem medo de escuro. Bem, agora que sou adulta não é o medo do escuro, daqueles infantis, onde tinha medo de bicho papão, homem do saco, fantasmas... de não encontrar minha mãe. Não ontem o medo era do silêncio! percebi que o som da TV ajuda a acharmos que não estamos sozinhos, que aquelas vozes e imagens fazem parte do nosso cotidiano, é como se fossem da família. Fiquei pensando no tempo em que não tinha TV na minha casa e como era bom. Conversávamos, inventávamos brincadeiras.... ontem o diálogo era lacônico: sim, é, não, não sei.... resolvi dormir e hoje quando acordei pensei: porque tanto medo de ficar sem luz? a falta da luz elétrica não impediu os grandes pensadores de descobrirem e criarem conhecimentos que hoje nos fazem achar que tudo é tão simples.
Sei lá, ontem percebi o quanto sinto falta de conversa, de brincadeira e até de sentir o medo de criança... ontem tive medo do silêncio!!!

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Posted by Picasa

repensando o que devemos desculpar


Sempre antes de dormir, ou quando estou dirigindo, me veem pensamentos que me parecem tão fáceis de colocar no papel. Têm início, meio e fim... mas no papel sempre me parece difícil a primeira letra, a primeira vírgula... o ponto final? esse nunca aparece.
Ontém foi um dia de pura reflexão: vida, filhos, amigos, família, política, fé.... meu filho me pediu pra escutar uma composição que tinha feito no violão, foi lindo, foi triste e forte. Daí veio todo esse turbilhão de pensamentos sobre como e quando devemos pedir desculpas, nos desculparmos. Como saber a hora certa?!
Fui dormir com essa sensação de incerteza, de vontade de voltar no tempo e pedir desculpas pra tanta gente. Quantos passaram por mim e só queriam um sorriso? um abraço? uma palavra...um beijo! e eu tão certa das minhas certezas, não sorri, não abracei, palavras? essas nem as tinha. Beijos! que beijos se não sabia do desejo.
Ontém tive vontade de botar meu filho no colo e voar com ele ao encontro do meu outro filho e juntos pedirmos desculpas uns aos outros e ficarmos abraçados pela eternidade de uma nota musical perfeita.... os dedos de um ao violão, do outro ao piano e a minha voz...ah! a minha voz diria os poemas mais lindos e contaria as histórias mais fantásticas que já foram criadas. E assim, hoje não estaria ainda com essa vontade.