Há muitos anos atrás já tinha lido o livro Nosso Lar e claro como todo leitor imaginei as paisagens descritas no livro, e eram muitas as sensacoes sentidas. Mas ao assistir ao filme as sensações foram totalmente diferentes e estranhamente sentidas no meu corpo. A leveza se tornou tão
Custei a me recompor e perceber que já estava fora do cinema e dentro do trem do metrô. E mais uma vez me lembrei da imagem que tive ao ler o livro (nem se falava em metrô), pelo menos na cidade do Rio de Janeiro, onde morava na época. A imagem era parecida com a do trem que me encontrava agora: rápido como um avião... que eu via passar pelos céus cariocas. Eu sempre gostei de olhar para o céu, me acalma. E, assim, com essas lembranças e meio confusa, voltei a mim e percebi que o Nosso Lar é onde estamos, em qualquer momento, em qualquer lugar. Naquele trem cheio de gentes que não conhecia. Na correria da estacao Vila Mariana onde desci. Nas ruas por onde caminhava.... e de repente numa sincronia de tempos, escuto: mãe! e era meu filho que passava pela mesma rua que eu, no mesmo instante... entrei em seu carro e fomos juntos ao Nosso Lar, que naquele momento, como agora, onde estou digitando este texto, um Lar onde tenho alguém que me acolhe.
E agora sei que o Nosso Lar é aonde estivermos e ele será do jeito que estivermos naquele instante: leve, se estivermos leves, pesado se estivermos carregando a vida nas costas.
Por isso devemos saborear a brisa da manha, o brilho do sol que nos aquece, das estrelas e da lua que nos lembra que virá o amanha e sempre será assim. Sempre teremos um Lar.
Inacia Costa.

