terça-feira, 24 de agosto de 2010

Dor de parto? que nada! dor de mãe

Todos falam da dor do parto como a pior dor que uma mulher pode sentir. Que nada. A pior dor é a dor de mãe. Essa dilacera a carne como se a navalha estivesse cega. Como ver um filho sofrer e  seguir conselhos tipo:
vai em frente - ele já tá bem grandinho - é chantagem - é isso mesmo que ele quer, que vc pare sua vida e viva a vida dele. Já escutei tanto estas palavras.... mas não adianta bom senso, não adianta ter estudado. Não adianta NADA!!! é uma dor que não se tem conhecimento se não sentí-la (torço pra que poucas  mães a sintam)
Mas eu estou sentindo essa dor e não sei como fazer para que pare. Não tem remédio!!! não tem médico!!!
Só tenho que ter paciência e esperar na minha dor que meu filho acorde e veja que a VIDA pode ser bem melhor e será..... mas enquanto isso, como não tenho ombro pra chorar, choro aqui em letras emendadas na intenção de darem significado a minha dor.
Como dói!!!!

terça-feira, 10 de agosto de 2010

nem sempre é fácil o jogo da vida

  A vida o tempo inteiro nos testa! testa a nossa paciência, nossa tolerância, inteligência, prudência e por aí a fora.....
A vida nos é dada simplesmente....somos içados do útero materno e lançados como dados no mundo. Como saber lidar com esse não saber!!!
A cada instante somos testados, confrontados, amedrontados, presenteados... jogados ao acaso como num jogo de dados.
Quero acertar! quero ganhar! quero entender!!
Mas hoje, ou sempre, sei lá! soube aquilo que todos sabemos: nada sei, porque o jogo da vida nunca dá o mesmo lado do dado pra todos e aí me perco tentando acertar o que talvez não tenha acerto... só compreensão.
Então eu peço: Meu Deus dai-me a compreensão que preciso e a serenidade que me fará compreender
 
Inácia Costa

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

achados dos meus livros... sempre por perto

Cegueira Bendita

Ando perdida nestes sonhos verdes
De ter nascido e não saber quem sou,
Ando ceguinha a tatear paredes
E nem ao menos sei quem me cegou!
Não vejo nada, tudo é morto e vago…
E a minha alma cega, ao abandono
Faz-me lembrar o nenúfar dum lago
´Stendendo as asas brancas cor do sonho…
Ter dentro d´alma na luz de todo o mundo
E não ver nada nesse mar sem fundo,
Poetas meus irmãos, que triste sorte!…
E chamam-nos a nós Iluminados!
Pobres cegos sem culpas, sem pecados,
A sofrer pelos outros té à morte!
Florbela Espanca - Trocando olhares - 24/04/1917