domingo, 16 de janeiro de 2011

Braços

Acordo de uma vida repleta de solidão,
que as vozes do mundo insistem em gritar!
Se tenho o sono dos justos,
meus sonhos povoados por medos.
Se escolho uma estrada penso em me levar
para além das sensações.
Mas tropeço e não há ninguém para ajudar.
Então encolho-me num abraço onde os braços
são os meus.
Aqueço-me.
Descubro então, que não se acorda
para uma vida de solidão. É a solidão que nos acorda!
Pedindo socorro!
Querendo mãos que a afaguem,
um colo para repousar,
olhos que desviem o olhar.
Um abraço que tenha outros braços
que não sejam os meus.

Inácia Costa
07/12/2006

 

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Luzes! Explosão de esperança

A alma se alegrou com toda aquela explosão de fogos de artifícios que adentravam pelas janelas sem pedir licença!!!
Que louco saber que tudo vai acabar em alguns minutos e a minha sensação era de eternidade, de infinito!
Amigos antigos, amigos novos, um mar de gente na mesma sintonia la fora...
Esses momentos devem ser tatuados na alma para sempre!
O congraçamento da raça humana sem distinção social era vivido ali, ao meu lado, a minha frente e dentro do coração! meus pés pisaram a areia que milhões de pés pisaram... corpos desconhecidos roçaram meu corpo e a sensação e que era um só corpo.
O mundo somos todos nos e nesses momentos em que festejamos as grandes datas (simbólicas) esquecemos todas as diferenças, que na verdade não existem e isso e tão bom!
O espetáculo era de todos. Democrático!!
E eu por alguns minutos fiquei alheia a tudo o que estava a minha volta. Fugi la pro céu e fundi-me com as luzes multicoloridas e sem modéstia senti-me assim: única e ao mesmo tempo em comunhão com toda gente de todos os cantos do Planeta.


Obrigada Natureza. Obrigada Mestre.
Obrigada Amigos!

Ali vi que nada pode ser pequeno, porque nenhuma alma ė pequena!

Inacia Costa