segunda-feira, 29 de março de 2010

O Pink Floyd está certo!, Regis Tadeu via Yahoo! Colunistas

O Pink Floyd está certo!, Regis Tadeu via Yahoo! Colunistas: "

Integrantes do finado grupo britânico vencem batalha contra sua própria gravadora e preservam a integridade artística de seus discos.

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quinta-feira, 18 de março de 2010

Lembranças


E a criança chorou. Reconheceu a dor a muito esquecida nos risos do dia-a-dia.
Lembrou-se das vontades negadas e dos sonhos não erguidos.
Sentiu na pele o arrepio do medo. Um medo enorme!
Medo de desejar um olhar, nem que fosse um olhar zangado. Mas a criança queria
mesmo era um olhar compreensivo. Um olhar de encorajamento aos seus desejos.
Eram desejos tão bonitos!
Não conseguiu nunca descobrir esse olhar.
Nunca a olharam com compreensão... E com essas lembranças, a criança chorou. E chorou mais ao perceber que a falta desse olhar, a fez esquecer de olhar para si mesma com compreensão.
E agora, não é mais a criança que chora e sim a mulher. Hoje chora pela criança escondida na mulher que não sabe mais que olhar quer, mas sente arrepios de medo de nunca mais se importar em desejar.

Inácia Costa

quarta-feira, 17 de março de 2010

Doce de Nozes

terça-feira, 16 de março de 2010
Doce de Nozes
Minha cabeça dói e meus olhos vão ficando, aos poucos, cegos.
Mas as letras não se apagam, não ficam turvas... estão ali! mostrando-me os homens e seus filósofos; os homens e seus dogmas... os homens e suas hipóteses!!!!
Minha cabeça dói e meus ouvidos, aos poucos, vão ficando surdos. Os sons não se calam, não desafinam... estão ali! impregnando-me de músicas, de falas, de apelos de homens cheios de "boas intenções".
Minha cabeça dói e meus dedos estão aqui: tentando não traduzir as letras; os dogmas; os filósofos; as músicas; as falas; os apelos... as boas intenções. Percebo que não existem hipóteses!
Quero jogar fora os dados. Todos os dados que ainda não lancei e, só dar mais um passo... talvez um salto sobre o abismo, presente neste último pensar.
Quero descobrir a verdade encoberta por tantas ideias; tantas razões; tantas éticas, religiões e por tantos homens. E que num breve instante consiga vislumbrar nesta confusão , dores e desejos, minha alma como sendo a mesma alma desses homens pensados por mim.
E nesse silêncio de falas, ditas num mundo cheio de gentes virtuais. Em telas, traduzidas no caos... escuto esse silêncio que por segundos me parece puro doce de nozes.

Inácia Costa

quinta-feira, 4 de março de 2010

Mistério



Falta-me dar o passo da busca,
do que me falta sempre.
Milênios.
O amor que idealizei, no devaneios
de amor de uma jovem senhora.
Mistérios.
A ferida dos desejos abandonados,
pelas praças, cirundadas por avisos:
PARE!
Falta-me dar o passo e pisar nos avisos.
Desvendar os mistérios.
Sentir a juventude.
Abrir-me!
Descortinar os milênios percorridos,
pela criança, pela jovem senhora
e ver...
Sentir a primeira lembrança...remota mensagem:
SIGA! ULTRAPASSE!
Inácia Costa

quarta-feira, 3 de março de 2010


As vezes sou pétala,
outras espinho.
Meu perfume pode ser jasmim,
como pode ser pele.
Meu amor é como serpente e também igual ao da pantera, que ataca sua presa.
Meu livro preferido tem em suas páginas a minha vida,
e sempre há uma página em branco esperando o próximo instante.
Os sonhos realizados foram feitos no meu ventre, e têm nome de anjos.
A fé que trago dentro de mim se chama Deus.
Meu caminho é livre, mas, às vezes, quando entro numa curva, vejo pedras,
e são elas que me ensinam a cair sem me ferir.
Inácia Costa

perdi minha pequetita




Acabei de saber que minha pequetita (minha cachorrinha) morreu!
Não ouvirei mais seus latidos "ardidos" de alegria de me ver chegar.
Não vou ver mais seus olhos me olhando agradecendo, pedindo por carinho. Quantas vezes me irritei com ela? e ela só queria carinho.
Será que fui capaz de dar o carinho que ela precisou? acho que não.
Só nos damos conta do que poderíamos ter feito mais, quando não temos mais como fazê-lo.
Tô triste!

" O cão é a virtude que, não podendo fazer-se homem, se fez animal"
(Victor Marie Hugo)

hoje, acordei menina


Desde de menina sempre me perguntava se todas as meninas viviam como eu. Sonhavam como eu. Se meus medos, dores, alegrias, eram comum a todas as meninas do mundo.
Hoje sei que essas perguntas ainda continuam sem respostas, que possam me esclarecer como cheguei até aqui, apesar dos medos , das dores, das alegrias. Os meus sonhos continuam os mesmos!
A pergunta continua a mesma da menina, hoje mulher.
Será que todas vivem, sentem os mesmos sentimentos e se perguntam: como cheguei aqui?

Inácia Costa