quinta-feira, 17 de junho de 2010

Falar de si própria é difícil.... pois a cada instante acrescentamos ou tiramos algo de dentro de nós. Talvez uma biografia curta seja:
Sou uma estrada cheia de passos que foram adiante e também passos que retornaram e outros que nem pisaram no chão dessa estrada  e ainda estão a procura de um chão que seja sinônimo de colo...
Sou afeto, alegria, tristeza e rebeldia.
Mas posso dizer em poucas palavras o que sou: uma estrada cheia de espaço pra caminhar, compartilhar e dividir...

Um comentário:

  1. Ando perdida nestes sonhos verdes
    De ter nascido e não saber quem sou,
    Ando ceguinha a tatear paredes
    E nem ao menos sei quem me cegou!

    Não vejo nada, tudo é morto e vago…
    E a minha alma cega, ao abandono
    Faz-me lembrar o nenúfar dum lago
    ´Stendendo as asas brancas cor do sonho…

    Ter dentro d´alma na luz de todo o mundo
    E não ver nada nesse mar sem fundo,
    Poetas meus irmãos, que triste sorte!…

    E chamam-nos a nós Iluminados!
    Pobres cegos sem culpas, sem pecados,
    A sofrer pelos outros té à morte!

    Florbela Espanca

    Hoje vou roubar este poema e fazê-lo meu

    ResponderExcluir