Acordo de uma vida repleta de solidão,
que as vozes do mundo insistem em gritar!
Se tenho o sono dos justos,
meus sonhos povoados por medos.
Se escolho uma estrada penso em me levar
para além das sensações.
Mas tropeço e não há ninguém para ajudar.
Então encolho-me num abraço onde os braços
são os meus.
Aqueço-me.
Descubro então, que não se acorda
para uma vida de solidão. É a solidão que nos acorda!
Pedindo socorro!
Querendo mãos que a afaguem,
um colo para repousar,
olhos que desviem o olhar.
Um abraço que tenha outros braços
que não sejam os meus.
Inácia Costa
07/12/2006

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