Os dias começaram a ficar frios nos finais de tarde do outono que já inicia a chuva de folhas das árvores. O chão vira tapete!
A beleza do céu com cores indecifráveis: azuis, vermelhos, laranjas e de repente um negro cheio de pontos prateados. E isso me acalma. É o tempo paro o sol se por lá do outro lado do mundo... não sei nem a estação que pode estar lá. Acho que talvez a primavera com suas flores colorindo a vida e os corpos, ou talvez o inverno, com suas tardes de céu azul, cinzento e flocos de algodão ao jorrar do céu.
Sei que por aqui o frio começou e isso faz com que minha alma também precise de cobertor, não só a noite, mas no cair da tarde.
Ao acordar vem a dúvida: que roupa colocar? é frio nas manhãs. E lá estou eu a tentar cobrir meu corpo com roupas que possam acompanhar as surpresas do dia que começa.... nem sempre dá certo e no meio do dia meu corpo quer ficar nu. Arrancar toda roupa e deixar o sol queimá-lo......
Mas a tarde chega rápido e lá está o corpo a pedir mais roupas e eu sem saber com o que cobrir o corpo...então recorro a minha alma e ela vem aos poucos me aquecendo, até que dê tempo de chegar na minha casa e deitar-em na minha cama e cobrir-me com meu velho cobertor. É o outono que chega e a alma se alegra, mas nem sempre. Há dias em que ela pede calma e calor e hoje está assim, querendo calma, calor e que chegue logo a manhã, pra termos certeza eu e ela que o sol vai surgir e estaremos ainda por aqui.
Inácia Costa
14/05/2011

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